Publicado dia - 21/10/2008 às 02h34
2010 - Copa da África do Sul - A próxima sede da Copa do Mundo.
História das Copas do Mundo de Futebol da Fifa
A Copa da África do Sul será a primeira a ser realizada no continente africano. Por poucos votos o país não sediou a Copa de 2006. A eleição para a sede foi bastante controversa, com suspeita de compra de votos a favor da Alemanha.
A votação para a primeira Copa do Mundo na África foi o resultado natural da perda da África do Sul da sede da Copa anterior. Este será o maior evento esportivo no continente africano que até então não sediou nenhuma Copa do Mundo nem Olimpíadas. Em 15 de maio de 2004 foi decidido em Zurique que a África do Sul será a sede da Copa de 2010. Líbia e Tunísia desistiram da competição. Mais informações no artigo: Como se escolhe um país para ser sede da Copa do Mundo?
A África do Sul será o único pré-classificado entre os trinta e dois países que participarão da Copa de 2010. Desde a Copa de 2006 o campeão da Copa anterior não garante vaga automática para o Mundial.
Apesar do fraco retrospecto em Copas a África do Sul foi escolhida devido a sua infra-estrutura. A seleção sul-africana venceu a Copa Africana de 1996 e participou apenas das Copas de 1998 de 2002, sendo eliminada na primeira fase em ambas as edições. A África do Sul não se classificou para a Copa de 2006 na Alemanha.
Os africanos ainda não chegaram as semifinais das Copas do Mundo, mas aos poucos vão ganhando espaço, como a realização do primeiro Mundial no continente. Desde a primeira vitória do continente com a Tunísia em 78 até a participações inesquecíveis de Camarões em 1990, Nigéria em 1994, Senegal em 2002 e de Gana em 2006.
Apresentada a logomarca da Copa do Mundo da África do Sul de 2010:
No dia 7 de julho foi apresentada a logomarca oficial da próxima Copa do Mundo, que será realizada na África do Sul em 2010. Foi apresentado também o vídeo oficial de divulgação da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul e o novo slogan: "Futebol por um mundo melhor - da Alemanha para a África" para ser usado este ano.
Thabo Mbeki, presidente sul-africano, participa de várias atividades no final da Copa da Alemanha para promover o próximo mundial na África do Sul, incluindo o pronunciamento de Nelson Mandela por teleconferência e a presença de vários jogadores da Copa de origem africana. A Copa da Alemanha de 2006 teve o slogan: "Tempo de fazer amigos - Diga não ao racismo."
Sedes da Copa de 2010 na África do Sul: Bloemfontein (Mangaung) | Cidade do Cabo | Durban | Joanesburgo | Nelspruit | Polokwane | Port Elizabeth | Pretória (Tshwane) | Rustenburg
Estádios da Copa de 2010 na África do Sul construídos:
Free State Stadium em Bloemfontein - Capacidade para 40.000 torcedores
FNB Stadium em Johannesburgo - 94.700 lugares
Ellis Park Stadium em Johannesburgo - 60.000 lugares
Peter Mokaba Stadium em Polokwane - 40.000 lugares
Loftus Versfeld Stadium em Pretória - 52.000 lugares
Royal Bafokeng Stadium em Rustenburg - 40.000 lugares
Estádios da Copa de 2010 na África do Sul em construção:
African Renaissance Stadium na Cidade do Cabo - 68.000 lugares
King Senzangakhona Stadium em Durban - 60.000 lugares
Mbombela Stadium em Nelspruit - 40.000 lugares
Nelson Mandela Bay Stadium em Port Elizabeth - 50.000 lugares
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Publicado dia - às 02h27
Fiocruz inaugura laboratório na África.
Agência FAPESP – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e do presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss, inaugura na manhã desta sexta-feira (17/10), no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, o primeiro escritório internacional da fundação.
Segundo a Fiocruz, além da abertura oficial da Fiocruz África, os representantes do governo federal reiterar o apoio brasileiro à implantação da Fábrica de Medicamentos de Moçambique, que produzirá medicamentos como anti-retrovirais.
O projeto vem sendo desenvolvido em Moçambique em colaboração entre o Ministério da Saúde do país e especialistas do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz.
Na pauta de ações da Fiocruz no continente africano também estão previstas a oferta de cursos para a área de saúde e o intercâmbio na área de produção de vacinas e kits de diagnósticos.
O investimento total é de US$ 21,5 milhões, sendo R$ 10 milhões em regime de doação do governo brasileiro e o restante de fontes de fomento da União Européia.
A instalação da fábrica de medicamentos tem como objetivo tanto apoiar as autoridades sanitárias moçambicanas no enfrentamento do problema da Aids naquele país como colaborar na assistência farmacêutica em geral na região, onde a demanda de medicamentos é intensa e a infecção pelo HIV é prevalente.
Segundo a Fiocruz, os primeiros lotes de anti-retrovirais (lamivudina e zidovudina) e de outros medicamentos começarão a ser produzidos ainda no primeiro semestre do ano que vem.
Mais informações: www.fiocruz.br
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Publicado dia - às 02h22
Médico luta contra mutilação genital feminina.
Um médico espanhol encabeça campanhas para reverter a mutilação genital feminina, uma prática comum em diversos países da África.
O ginecologista Pere Barri Soldevilla, do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Reprodução do Institut Universitari Dexeus, em Barcelona, decidiu oferecer a técnica a imigrantes africanas após concluir sua especialização em cirurgia ginecológica em Paris.
"A idéia era realizar a primeira intervenção em 2007, quando iniciamos a campanha nos meios de comunicação para atrair voluntárias", disse à BBC Barri Soldevilla. Ninguém apareceu.
Só depois de uma segunda campanha, realizada este ano, 12 mulheres se apresentaram - destas, duas já foram operadas em maio.
"Não vieram mais pacientes porque é preciso levar em conta que essas mulheres consideram normal a mutilação", afirma o especialista.
"As que o fizeram são da segunda geração ou vieram (para a Espanha) quando eram muito pequenas e querem se integrar totalmente à sociedade."
Recuperação
Segundo os especialistas, 75% das mulheres que se submetem à cirurgia recuperam, em distintos graus, a sensibilidade de seus órgãos genitais.
Mas é um processo que requer tempo. Embora a paciente já possa voltar para casa 24h após a operação, o tratamento que se sucede inclui controles quinzenais durante os primeiros meses.
"Neste período, se comprova a sensibilidade através do tato", explica o médico.
Os médicos eliminam o tecido cicatrizado da zona mutilada, localizam o final do clitóris com os nervos implicados na sensibilidade sexual e extirpam a fibrose, deixando o tecido o mais novo e protegido por epitélio possível.
Cerca de 90 dias depois o clitóris está totalmente recoberto, mas ainda sensível ao toque.
Antes e depois da cirurgia, as pacientes são submetidas a avaliações psicológicas para determinar sua qualidade de vida sexual.
A intervenção serve não apenas para recuperar (ou adquirir) sensibilidade sexual, mas corrigir problemas experimentados por mulheres que passaram por mutilações radicais.
Nestes casos são afetadas outras funções, como a urinária. As mulheres também podem sofrer de infertilidade - como produto de infecções internas -, ter dificuldades na menstruação, sentir dores durante o ato sexual e ter problemas durante a gravidez e o parto.
"Não se trata de uma intervenção estética", diz Barri Soldevilla. Para ele, trata-se de melhorar a saúde e a qualidade de vida de centenas de mulheres que vivem na Espanha.
Prática cultural
Entretanto, a prática, realizada gratuitamente, não pode ser exportada para a África nem oferecida a mulheres que não vivam na Espanha, porque a mutilação forma parte da cultura de muitos países, nos quais mulheres com o clitóris intacto são repudiadas.
"No Senegal, por exemplo, a que não tiver feito (a mutilação) é colocada de lado", afirma o médico. Ele diz que o mais bonito do projeto "é ver como as mulheres vão recuperando sua sexualidade".
"Como mulheres, antes da intervenção elas sabem o que falta. O que custa é aprender sobre sua sexualidade uma vez que recuperam a sensibilidade", afirma.
Ou seja, começam a experimentar uma série de sensações, mas não sabem se chegaram ao limite ou se ainda lhes falta aprender.
Em breve, outras dez mulheres africanas esperam ser operadas em Barcelona. Um número ainda pequeno, considerando dados da organização Anistia Internacional, que estima que a cada ano 2 milhões de meninas são submetidas à mutilação genital.
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Publicado dia - às 02h20
Jogo online busca conscientização sobre efeitos de guerras.
A entidade beneficente British Red Cross está lançando um jogo online cujo objetivo é conscientizar o jogador sobre os problemas enfrentados por vítimas de guerra.
A meta do jogador é ajudar um menino ugandense a encontrar sua mãe.
A Ong disse que este é o primeiro jogo de realidade virtual (Alternative Reality Game, ou ARG, na sigla em inglês) com fundo beneficente.
Ele foi batizado de Traces of Hope (Sinais de Esperança, em tradução livre) e conduz o jogador em um tipo de caça ao tesouro onde, para ser bem-sucedido, ele precisa de ter faro de detetive.
A aventura é situada no norte de Uganda, país africano onde, nos últimos 20 anos, dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas por causa de confrontos entre forças do governo e grupos rebeldes.
Depois de chegar a um campo para refugiados chamado Hopetown, o menino Joseph, de 16 anos, tem 24 horas para encontrar um mensageiro da Cruz Vermelha que pode ter notícias sobre o paradeiro de sua mãe.
O jogador se inscreve no game e depois deve esperar até que Joseph entre em contato, trazendo notícias sobre sua situação.
Os criadores do jogo dizem que colocaram pistas e soluções em vários sites na internet de forma a confundir as fronteiras entre o game e o mundo real.
Os jogadores visitam sites reais na tentativa de ajudar Joseph.
O jogo foi criado por um dos responsáveis pelo drama interativo KateModern, uma das mais populares séries interativas online da Grã-Bretanha.
Entre as operações da Cruz Vermelha estão serviços para reunir integrantes de famílias que foram separados pela guerra.
Fonte: http://www.afromix.info
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Publicado dia - às 02h17
Brasil 'tem compromisso moral' com África, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira em Moçambique que o governo brasileiro "tem um compromisso moral e ético com o continente africano".
Lula inaugurou em Maputo, Moçambique, o primeiro escritório internacional da Fundação Fiocruz. O escritório vai ajudar a montar uma fábrica de medicamentos que o Brasil está construindo em Moçambique.
Além de medicamentos como anti-inflamatórios, a fábrica deve produzir também remédios de tratamento de Aids. A expectativa do governo é que a fábrica comece a produzir os remédios lamivudina e zidovudina já em 2009, mas metade dos recursos - US$ 10 milhões - ainda dependem da aprovação de um projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso brasileiro.
O dinheiro brasileiro está sendo doado para a criação da fábrica. Os demais US$ 11,5 milhões são da União Européia.
'Revolução'
Em discurso no Centro de Cultura Brasil-Moçambique, em Maputo, Lula disse que a instalação dos primeiros escritórios da Embrapa e da Fiocruz na África são "o começo de uma revolução" da diplomacia brasileira no continente.
"Fazer a Embrapa na cidade de Accra, em Gana, é o começo de uma revolução pacífica que terá como resultado a geminação de grãos, de comida, de produtos que podem fazer na Savana africana a mesma revolução que foi feita no Centro-Oeste brasileiro pela Embrapa", disse Lula.
"Eu acredito que ainda estarei vivo para ver essa revolução na agricultura africana."
A abertura do escritório da Fiocruz foi o último compromisso da viagem oficial de dois dias de Lula a Moçambique, onde foram fechados acordos de cooperação dos setores de cinema dos dois países, a entrega de um caminhão do Sesi chamado "Cozinha Moçambicana", a instalação de uma fábrica de bolas.
Lula deixou Maputo rumo ao Brasil, para fazer, em São Bernardo do Campo, onde sua última participação na campanha eleitoral brasileira.
Fonte: http://www.afromix.info
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Publicado dia - 20/10/2008 às 23h42
Albinos na Tanzânia pedem proteção contra mortes para rituais.
O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, recebeu neste domingo centenas de albinos que protestavam contra a matança de integrantes de sua comunidade para rituais de feitiçaria.
Os organizadores da manifestação na capital comercial do país, Dar es Salaam, disseram que têm o objetivo de pressionar o governo para adotar medidas para proteger a sua comunidade.
Cerca de 30 albinos - alguns, bebês - foram mortos desde novembro do ano passado e partes de seus corpos foram usadas em poções de feiticeiros, que dizem que elas têm poder para tornar as pessoas ricas.
Entre os fregueses dos feiticeiros estão empresários locais, mineiros e pescadores.
O fato de o presidente ter se encontrado publicamente com os manifestantes mostra a seriedade da situação. Há muito tempo há preconceito contra albinos na Tanzânia e em outras partes da África, mas matanças para rituais nessas proporções é um fenômeno novo.
A polícia prendeu mais de 45 pessoas em conexão com as mortes, mas até agora ninguém foi levado a julgamento.
Curandeiro
Muitas das mortes ocorrem na região de Mwanza, na margem sul do Lago Vitória.
No começo do ano, uma reportagem da BBC no país enviou um homem disfarçado como um "cliente" para procurar um dos curandeiros e descobrir como funciona o esquema das poções.
O curandeiro disse ao "cliente" em potencial que partes do corpo de albinos poderiam ser obtidas sem dificuldades, mas a um preço.
A polícia está investigando estas alegações. Apesar disso, as investigações sugerem que alguns policiais podem estar envolvidos no tráfico de órgãos e poderiam estar sendo pagos para não investigar estes crimes.
Segundo a Associação de Albinos da Tanzânia, apesar de apenas 4 mil albinos estarem oficialmente registrados no país, o número real poderia chegar a 173 mil. O governo ordenou um censo para verificar os dados sobre a população albina no país.
Fonte: http://www.afromix.info
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Publicado dia - 19/10/2008 às 23h17
AIDS avança na áfrica por falta de médicos
Organização Médicos Sem Fronteiras faz alerta em relatório divulgado nesta quinta.
Falta de pessoal limita distribuição de medicamentos a pacientes.
Marília Juste Do G1, em São Paulo.
A epidemia de Aids na África tem sido alimentada por um ingrediente nefasto: a falta de profissionais de saúde. É o que alerta a organização Médicos Sem Fronteiras em um relatório divulgado nesta quinta-feira (24). “Temos a Medicina Sem Fronteiras, agora corremos o risco de ter a Medicina Sem Médicos”, afirmou ao G1 a médica brasileira Raquel Yokoda, há sete meses trabalhando em um hospital em Moçambique.
De acordo com o alerta da Médicos Sem Fronteiras, a comunidade internacional precisa começar a se preocupar com a falta de pessoal para combater a Aids no continente, sob pena de ver todas as suas outras iniciativas fracassarem. O relatório elogia os esforços que tem aumentado o acesso dos pacientes com HIV aos medicamentos anti-retrovirais, mas avisa que está faltando gente para receitar esses remédios.
A Organização Mundial da Saúde recomenda um mínimo de 20 médicos para cada 100 mil habitantes. Em Moçambique, há 2,6. “Precisamos multiplicar por dez o número de médicos que temos para atingir o mínimo necessário”, afirma Yokoda. “E é só o mínimo. Nosso desafio é imenso”, diz ela, que cuida de um hospital em Moçambique com a ajuda de apenas dois enfermeiros.

Divulgação: Fila na porta de hospital em Moçambique. (Foto: Raquel Yokoda/MSF)
“Normalmente faço de 60 a 70 consultas por dias. Os enfermeiros às vezes fazem mais. É um problema muito grave, pois não conseguimos dar um tratamento de qualidade. Não é possível explicar, por exemplo, como os medicamentos precisam ser tomados, que tipo de reação eles podem esperar”, conta a brasileira.
Para burlar a falta de pessoal e tentar melhorar um pouco a situação da população que aguarda em fila por muitas horas pelo atendimento, a médica e seus enfermeiros têm lançado mão da ajuda do que chamam de “profissionais leigos”. São pessoas da região, de ativistas a até mesmo pacientes, que são treinados por eles para dar informações aos que precisam. Segundo Yokoda, o governo moçambicano é contra a prática, mas é difícil dar conta de tudo.
Segundo o relatório, há poucos médicos e os que há estão exaustos. Eles sofrem com excesso de trabalho, baixíssimos salários, excesso de burocracia e, ainda, problemas de saúde. De acordo com o estudo, o que mais abala a força de trabalho de saúde na África é a morte dos profissionais -– quase sempre por Aids.
Para Raquel Yokoda, que já trabalhou com comunidades na Amazônia, o desafio parece imenso. “Na Amazônia enfrentei problemas sérios e éramos poucos médicos, mas lá também não eram muitos os pacientes. Aqui somos poucos e é um país inteiro doente. É um contexto em que ninguém aceita trabalhar”, conta ela, que volta ao Brasil em outubro, para estar novamente à disposição da Médico Sem Fronteiras para outras missões. “É um trabalho que dá uma nova perspectiva da humanidade”, afirma a paulista.

Divulgação: A brasileira Raquel Yokoda examina um paciente em Moçambique. (Foto: MSF)
Font: Oglobo.com
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